
E agora o povo!
Dezembro 13, 2007E aí está o Tratado de Lisboa, assinado com toda a pompa habitual nestas ocasiões em que a encenação vale mais que o conteúdo do dito tratado.
Como já poucos podem escamotear, este Tratado de Lisboa mais não é do que uma forma aligeirada de tentar fazer entrar pela janela o que não foi conseguido com a abortada ex-futura Constituição Europeia.
Está lá o fim das presidências rotativas, pelo que esta se arrisca a ter sido a última presidência portuguesa. A imposição da maioria qualificada de 55% dos estados (isto é 15 países) em vez do consenso como forma de aprovação em várias matérias (política de imigração, por exemplo).
Mas independentemente da opinião que este tratado reformador possa merecer de cada um, parece-me importante que desta vez se dê a voz ao povo. Ao povo português e a todos os povos da Europa. Porque a construção de uma Comunidade Europeia é uma obra demasiado importante para ser feita de costas para aqueles que devem ser os principais participes desta.
A partir do dia 13 de Dezembro a luta não deve ser tanto a favor ou contra o Tratado de Lisboa, mas sim por uma efectiva democracia participativa, por um debate esclarecedor primeiro, e pela realização de um referendo como o culminar desse debate.
RGMateus
Vamos ver se a tão defendida democracia, é aplicada.
Este tratado, não é o tratado que eu desejaria de ver implementado na Europa. Mas é um sinal para a construção de uma Europa Unida. Infelizmente, são os interesses económicos que movem estes governantes.
Uma Europa Social e Identitária urge
O diccionário apresenta a seguinte definição para o termo Corja: grupo de indivíduos grosseiros, vis, de má índole; canalha, súcia, malta. A próxima atualização do dicionário certamente incluirá mais uma: “assinantes do Tratado de Lisboa”
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