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O suave totalitarismo

Dezembro 18, 2007

Os partidos políticos foram notificados pelo Tribunal Constitucional para fazerem prova de que possuem 5 mil militantes. Quando a lei dos partidos políticos foi aprovada, ninguém a levou a sério. Como bons portugueses, todos pensaram que era mais uma lei que não passaria do papel para a prática.

Porém, a lei vai ser posta em prática e, vamos ser claros, esta marca o início do suave totalitarismo.

Mesmo assim, ainda existem soluções para combater a injustiça social e o flagelo identitário que condena Portugal e a Europa ao declínio. Uma das soluções, é a criação de movimentos e associações cívicas (sendo a Causa Identitária um exemplo disso), porque o sistema político está obviamente vedado a uns poucos.

Podemos, contudo, contornar estas leis, nomeadamente com a criação de listas independentes, concorrentes a pequenos círculos eleitorais, usando a estratégia do enraizamento local. Nissa Rebela é actualmente um dos melhores exemplos desta estratégia.

Há que combater o suave totalitarismo e defender sem equívocos a liberdade de expressão.

Nuno Neves

Um comentário

  1. Considero preocupante a implementação desta lei que visa afunilar as opções partidárias em Portugal.
    No entanto a política não se esgota nos partidos e concordo com o autor do post, a CI está na vanguarda de uma nova geração de associações cívicas, realizando acções de campo com campanhas pela produção regional, fazendo lobby denunciando situações de racismo anti-português, etc. E não deveria ser nigligenciavel a possibilidade de participação na via eleitoral através de listas independentes.



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