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II Conferência Internacional: Um tremendo sucesso!

Fevereiro 27, 2008

No passado dia 23 de Fevereiro, viveu-se no Hotel Príncipe um extraordinário ambiente de convívio e amizade entre todos os presentes. As estruturas identitárias representadas – Causa Identitária, Asamblea Identitária, Bloc Identitaire, Nissa Rebela, Radio Bandiera Nera – mostraram, mais uma vez, que é possível um trabalho conjunto a nível Europeu: Com o devido respeito pelas sensibilidades locais e nacionais, mas colocando a defesa de uma Europa Unida como centro das suas prioridades.

Com estes últimos, foram definidas estratégias de futuro que passam por contactos periódicos e acções conjuntas, como este último evento.

Para além disso, existiram bancadas com diverso material, com destaque especial para a Ginga identitária produzida na zona de Alcobaça e os diversos e saborosos doces regionais levados pelos associados identitários.

Conferência

A conferência foi aberta por Diogo Canavarro, presidente da Causa Identitária. Este falou sobre a necessidade um pensamento «dinâmico» entre o global e o local. Afirmou, igualmente, a vontade da associação em trabalhar de forma saudável e eficaz com as estruturas identitárias Europeias que não se resignam à ditadura do “politicamente correcto”.

Seguidamente foi Rolando Mateus, Secretário-Geral da Causa Identitária, que fez a apresentação oficial da revista Identitário. Caracterizou-a por ser um projecto verdadeiramente novo no panorama nacional, seguindo, assim, a lógica de combate cultural levado a cabo pelo movimento identitário Europeu.

Por sua vez, João Roma falou da Radio Bandiera Nera. Num estilo muito próprio e irreverente, que cativou o públicou que o ouvia, este explicou os métodos de acção da secção portuguesa da rádio. A explicação que não sendo um perito em matéria informática, não o levou, por isso, a recusar o convite de Gianluca Iannone para um projecto que considera válido, foi louvada por todos os presentes.

Miguel Vaz
não conseguiu estar, infelizmente, junto de nós por motivos de última hora.

Miguel Ângelo Jardim
foi o orador que se seguiu. Invariavelmente, atitude e garra nas palavras, valeram-lhe calorosas salvas de palmas. Falou do pensamento geral identitário, aquilo que os define e os move – afirmação da nossa identidade etnocultural e os perigos que corre a mesma – fazendo igualmente uma “ponte” com o discurso de Diogo Canavarro.

O último orador da manhã foi Eduardo Núñez, aqui representado como dirigente da Asamblea Identitária. Numa oratória simples e eficaz, explicou os cinco primeiros pontos do documento “10 chaves para uma sinergia identitária“, que foram de encontro ao pensamento de todos os identitários presentes.

Após a pausa para almoço, foi retomada a conferência com Philippe Vardon, traduzido com eloquência por António Rendeiro que aceitou de bom grado a tarefa, por forma a que o outro tradutor, Miguel Ângelo Jardim, se pudesse concentrar na próxima intervenção. Os nossos sinceros agradecimentos a António Rendeiro.
Mas voltando a Philippe Vardon, este falou do projecto Nissa Rebela. Com um patente orgulho, falou das (re)conquistas feitas pelos identitários franceses naquela cidade, algo possível através das redes de associações desenvolvidas nos últimos anos, com destaque especial para a La Maioun, que é a ponto de encontro dos identitários daquela região. As diversas batalhas contra o “politicamente correcto” e etnomasoquismo, como o cancelamento de um concerto de Rap em que se difundia um ódio os franceses, garantiu-lhe uma plateia atenta.

Em seguida foi a vez de João Pedro Amaral . Fazendo um discurso mais aberto e de coração, falou do orgulho que sente em pertencer à zona de Alcobaça e do trabalho que está a ser desenvolvido em prol da região. Vincou a necessidade do enraizamento local e da descentralização para um país mais justo e desenvolvido.

Sem perder tempo, Juan Antonio Carracedo, porta-voz da Asamblea Identitária, terminou a apresentação do documento, iniciado por Eduardo Núñez. Novamente de forma clara e objectiva, todos os pontos discutidos estão em sintonia com as estruturas identitárias europeias. Terminou fazendo um caloroso agradecimento pela convite endereçado pela Causa Identitária.

A última intervenção do dia ficou a cabo de Fabrice Robert, líder do Bloc Identitaire. Traduzido, desta feita, por Miguel Jardim de forma exemplar, falou das origens do movimento identitário e da importância do Bloc Identitaire como agregação de todas as estruturas identitárias europeias. Segundo este, a «preservação dos homens, povos e cilivilizações» é uma prioridade histórica e os identitários devem estar cientes que são os únicos a fazê-lo.

Por fim, Diogo Canavarro fez umas últimas palavras finais, agradecendo a presença de todos.

Identidade, Liberdade, Acção!

Nota: Nos próximos dias serão feitas várias reportagens fotográficas.

27 comments

  1. Parabens, foi um sucesso!


  2. A conferência correu bem, e para os presentes foi possível perceber e entender o pensamento identitário.

    Uma saudação especial aos camaradas vindos da restante europa…


  3. Caros amigos, tive o gosto de estar presente na Conferência, e terei muito gosto em estar presente em novos eventos da CI. Como “outsider” que sou, verifiquei coisas boas e más na Conferência e, se me permitem, farei uma abordagem algo longa e maçadora.

    Falemos primeiro daquilo que, na minha opinião, foi negativo.

    Comecemos pelas cores adoptadas para a faixa da Causa Identitária, colocada na mesa dos oradores. Estas cores são o vermelho, o preto e o branco. Vindo eu de fora do meio “nacionalista”, esta associação de cores lembra-me, involuntariamente, as cores adoptadas para a bandeira da Alemanha Nazi. Lamento mas é mais forte que eu.
    Questionando sobre esta escolha de cores foi-me dito que “estas eram as cores dos povos indo-arianos”. Mas… quais povos indo-arianos? Seriam as cores dos romanos, que usavam o vermelho, o branco e a púrpura? Ou dos celtas, que usavam muito o azul (alguns até pintavam o corpo dessa cor)? Ou seriam as cores dos persas, que primavam pelo açafrão e pelo azul? Aliás, não me lembro da existência de qualquer documento formulado na Antiguidade que versasse sobre o tema do “Código de cores indo-ariano”.
    Sendo a imagem, e a escolha de cores, um assunto sensível, sobretudo para veicular a nossa mensagem para o exterior, penso que este é um assunto para considerar.

    Em segundo lugar, e ainda referindo a questão da imagem, continuo a não compreender a predilecção de boa parte da assistência pela cor negra, pelas botas Doc Martens e pela profusão de tatuagens. De igual modo, a utilização de t-shirts ostentando dizeres do tipo “herdei o ferro para defender a Pátria” é, no meu entender, pouco feliz. Para uma associação que tenta dissociar-se de uma dada imagem, a continuar assim será difícil…

    Em terceiro lugar, o discurso e a disposição de parte dos oradores portugueses foi incompreensivelmente negativista. Só se ouvia “pois, isto aqui é assim” ou “tenho dificuldades em fazer isto, mas se quiserem eu posso sair e dar o lugar a outro que até nem me importo”, e assim por diante. Discurso completamente diferente tiveram os oradores espanhol e franceses, mais metódicos, triunfantes, ainda que não escamoteando as dificuldades encontradas no percurso.

    Outro aspecto, que não sendo totalmente negativo é, pelo menos, pouco positivo, é o facto de não estarem à venda livros sobre a temática da “identidade nacional”, enquanto podiam ser encontrados escritos do Benito Mussolini. Onde estavam as obras do Anthony D. Smith, um dos gurus da sociologia, ou de Alain Dieckoff, Anne-Marie Thiesse, Adriano Moreira, Ernest Renan, entre muitos outros? Não fazendo mal nenhum ler Alain de Benoist, Ernst Jünger ou mesmo Giulio Evola, será igualmente benéfico ler algum dos outros autores menos conotados politicamente e de incontestável importância. Mais que não seja, desenvolve-nos as ideias e os argumentos.

    Mas se estas foram as partes negativas, passemos agora às positivas, que suplantaram as outras.

    Para começar, as excelentes comunicações do Diogo Canavarro e do Miguel Ângelo Jardim, este último num tom mais forte mas bastante incisivo. Ambos fizeram uma súmula das ideias que pretentem orientar a CI.

    A comunicação mais interessante veio da parte de Phillipe Vardon, que expôs como metodicamente a sua organização se instalou num bairro popular em Nice e como, passo a passo, num processo longo, foram construindo a sua credibilidade junto da população, juntando actividades lúdicas e formativas orientadas para o público com o activismo sócio-poítico mais puro em defesa da identidade da cidade e do seu povo.

    Através do “castelo” em que se transformou o bairro têm sido desenvolvidas acções por toda a cidade. Sem procurar conquistar o poder, Nissa Rebela procura antes de mais reconquistar o espaço perdido em favor das minorias, impondo-lhes a sua presença, a sua música, a sua força. Segundo o orador, os resultados têm sido encorajadores.

    De momento, a realidade portuguesa é bem diferente da francesa. Como pude verificar in loco, em França, os bairros mais antigos no centro das cidades já estão ocupados por árabes e turcos, os quais mantém bem vivas as suas culturas de origem, mau grado serem considerados como franceses. Em Portugal os bairros de imigrantes extra-europeus concentram-se sobretudo na periferia, muitos deles resultado de programas de erradicação de barracas. Portanto, em Portugal não se trata de “reconquistar” um espaço perdido (a não ser que queiramos actuar nos bairros sociais!), mas antes de reabilitar espaços urbanos, se possível em conjunto com o Município, se necessário sem a sua participação. Mas em todo o caso a atitude a adoptar tem de ser muito low profile, sem hostilizar as minorias mas a definir claramente o alvo das nossas acções: a população portuguesa.

    Em todo o caso, parece-me que no geral esta foi uma acção positiva a qual, com adaptações, poderá e deverá ser repetida e veiculada para o exterior, para a população “normal”, não nacionalista ou identitária mas que, sem o saber ou sem o admitir, preza muito a sua identidade. É esse o objecto do nosso trabalho e é por ele que devemos pugnar.


  4. Parabens pela reflexao, Filipe.

    Abraco


  5. “Para uma associação que tenta dissociar-se de uma dada imagem, a continuar assim será difícil…”

    Em sua opinião, qual é o tipo de imagem que uma associação como a CI deve adoptar? E que tipo de imagem é que a tal frase lhe suscitou?


  6. Interessante debate, deveriam colocar este debate na página inicial e incentivar ao diálogo.
    É verdade que a CI quer distanciar-se do tradicional movimento nacionalista?


  7. Essa é uma pergunta cuja resposta é complexa.

    Como nós sabemos, em Portugal (e na Europa Ocidental em geral), tudo o que seja feito em prol da identidade nacional europeia é tido como nacionalista e logo, nazi-fascista. É um preconceito absurdo e negativista mas que se “cola” a todos os que professem de uma ideologia ou de ideias que sejam contrárias às ideias correntes multi-culturalistas, multi-étnicistas e (veladamente) racistas dos pseudo-intelectualóides de esquerda.

    Como em tudo na nossa vida, a simbologia, quer das palavras (os “progressistas” são de esquerda, os “reacionários” são de direita); quer das formas (foice e martelo vs suástica, etc ) quer das cores (azul e branco para os monárquicos, vermelho para os socialistas/comunistas, etc.) influencia muito a nossa percepção da realidade.
    Ora, sendo eu um outsider, tenho a percepção que, por muito louváveis que sejam as intenções da CI, a permanência de uma imagética identificável com a “extrema-direita” (pessoas com ar de “skin”; as cores vermelho, branco e preto; as figuras em plano “heroico”, tal como eram usadas nos cartazes da Alemanha nazi – e na União Soviética!) levará as pessoas “comuns” a fazer associações, mais ou menos voluntárias, com outros movimentos e ideologias radicais. Sei que as origens da CI provém desses meios, mas nada a obriga (muito pelo contrário) a estar ligada a esse passado. Neste caso, a mudança poderá operar maravilhas. E no meu entender, é fundamental, não por causa da CI, mas por causa da saúde do nosso país.

    Se o objecto da CI é a valorização do que “é nosso”, ela deve reivindicar e afirmar a nossa cultura.
    Uma das grandes tragédias do nosso tempo é o multi-culturalismo e relativismo cultural que destroi, sobretudo, as sociedades que não têm orgulho na sua história e na sua identidade. A Europa é principal vítima deste fenómeno.
    Assim, no meu entender (e posso estar profundamente errado), o nosso percurso passará obrigatoriamente pelo “Völkisch”, pela luta suave, cultural, ligada à identidade cultural do nosso povo. É um factor crucial para se revitalizar uma sociedade com uma identidade forte, viva e dinâmica, que é o que se quer.
    Neste caso, a utilização de frases “guerreiras” não serve os propósitos a que nos propomos porque sendo desproporcionadamente agressivas, afastam, repelem, diria mesmo que repugnam (espero não ser mal interpretado com estra expressão!) pessoas que de outro modo se juntariam ao movimento e à nossa causa.
    Quanto mais suave for a imagem e o slogan mais gente se pode captar. A realização de encontros, sessões de palestras e actividades ligadas à nossa cultura são uma melhor arma do que cartazes com cores “indo-europeias” ou pessoal vestido de preto com botas Doc Martens e polos Fred Perry…
    Espero ter sido claro e não muito maçador.
    Abraço a todos,


  8. Pessoalmente, e sublinho o pessoalmente, pois escrevo na condição de mero associado da Ci e sem qualquer cargo directivo, quero dizer que apreciei as observações do Filipe, as quais mostram uma patente atenção e interesse na vida e dinâmica da Causa Identitária.

    Começando pelas cores e porque sou membro fundador, as cores da CI são com efeito o vermelho e branco, sendo que o negro pode circusntancialmente acompanhar as acima referidas, não tendo por sinal qualquer intenção camuflada ou explícita de serem associadas às cores do III reich. Estáabsolutamente claro que os identitários não reclamam nem se revêem em qualquer ideologia ou regime político da história recente.
    Contudo, a questão das cores é algo que não é para os identitários uma questão central, pois podemos perfeitamente em campanhas, no nosso marketing, etc, adoptar outras cores totalmente distintas, sempre que a Comissão Executiva da Ci assim entenda.

    No que respeita à imagem, conforme o Filipe deverá ter reparado na Conferência a assistência não era composta apenas por identitários, e acresce a isso o facto de os identitários não se preocuparem minimanete se dada pessoa se veste de determinada forma ou se ostenta tatuagens ou não. estamos no século XXI, orgulhamo-nos da nossa história europeia onde a liberdade foi sempre um motivo pelo qual se lutou e morreu, nem que seja para se ostentar tatuagens. Eu não me visto de acordo com a estética que descreve e a mesma em nada me atrai, mas não será isso que me impedirá de relacionar com as pessoas e miuto menos compreenderia que se cerrassem as portas da associação a certas pessoas apenas pela sua forma de vestir. Isto não quer dizer que preferiria que todos se vestissem como eu, ehehehe.

    Quanto à shirt com os dizeres “herdámos ferro para defender a Pátria”, é na minha opinião um retrato da combatividade da juventude identitária, uma frase mobilizadora e viril, com uma nitída carga histórica. Não sendo militarista ou belicista, sou favorável ao espírito marcial e combativo.

    No que se refere aos discurosos, é natural não se concordar com tudo, embora não partilhe da opinião que os discursos dos oradores portugueses tenham sido negativistas, mas antes reconhecedores da nossa dimensão menor, quando comparada com a dos franceses, apenas para citar um exemplo. O discurso da pessoa que referiu essa frase, pessoa essa que não era/é membro da CI, mas sim seu convidado, foi provavelmente mal interpretado, já que foi isso sim um apelo a fazer-se mais e melhor do que aqulo que existe até ao momento.

    No que às publicações concerne, enfim, aqui concordo consigo, foi eventualmente um erro terjunta das bancas identitárias cadernos ideologicamente conotados com regimes políticos da história recente e que nós identitários procuramos não carregar o seu peso às costas. Algo que a CE da CI deverá por certo ter em devida atenção no futuro.

    Por fim, os comentários positivos, são por mim corroborados.


  9. É verdade que a CI quer distanciar-se do tradicional movimento nacionalista?

    António, uma vez mais falo em nome individual, e pela minha parte a Ci e os identitários em tudo se diferenciam do tradicional movimento nacionalista, ainda que eu não perceba bem o que quer dizer por “tradiconal” e discorde com o uso do termo “movimento”, pois talvez área seja um termo mais preciso.

    Os identitários não são nacionalistas, são em última linha pós-nacionalistas, ou seja, somos identitários e ponto final.

    Saudações identitárias.


  10. Caro Filipe, as suas impressões no seu segundo postal em parte já foram por mim respondidas anteriormente, mas creio que são opiniões muito pertinentes e válidas, as quais devem ser tidas em devida conta pelos identitários, com vista sempre a burilar arestas.

    Filipe, uma questão igualmente pertinente, porque não se junta à associação?


  11. Devo dizer que gostei mais desta segunda intervenção do Filipe que da primeira, que foi bastante exaustiva, mas que devido à quantidade de temas focados acabou por dificultar o diálogo.
    Não sei se quando refere “figuras em plano heróico” está a pensar na tarja da CI, onde a figura que aparece é Viriato, personagem que julgo ter algum significado para uma boa parte da população, e a frase da “polémica” também é atribuida ao caudilho lusitano. Com ela quisemos marcar a nossa resistência ao mundialismo.

    De facto a CI tem nos seus estatutos como eixo principal da sua actividade a intervenção cultural, como meio de contribuir para um “acordar identitário” da nossa gente, pelo que se o Filipe entender poder contribuir dentro da CI para o alcançar deste objectivo, tem evidentemente as portas desta associação abertas.

    Em relação à estética das pessoas, nós não somos apologistas da formatação das mentes. Estou certo que o Filipe concordará comigo que no universo de pessoas presentes na conferência, as pessoas de aparência skin se podiam contar pelos dedos das mãos, e eu nem reparei se alguém tinha botas Doc Martens :)
    Um abraço.


  12. Muito Bom debate.
    Amigo Filipe, junta-te a nós, fazes falta….
    E corroboro com as tuas opiniões na generalidade, penso que seria bom dar destaque à tua opinião e colocá-la na parte principal.

    Abraço


  13. Já sei que escrevo muito. Sou um chato, admito-o! :o)

    Penso que o alvo da CI é o público em geral, aquele que não tem ligações a qualquer passado nacionalista. As pessoas comuns pensam muitas vezes como nós, mas são avessas a aderir a uma causa que é conotada com ideais nazis-fascistas-nacionalistas-racistas-xenófobos. É triste, é cretino, mas é assim. E temos noção de que estamos a ir contra a corrente “bem-pensante” e “progressista”.
    As consequências de termos várias pessoas vestidas de uma certa maneira nos nossos eventos parecem-me óbvias: quem estiver de fora não irá participar, por “não se querer envolver com pessoal com aquele aspecto/ideologia”. Acreditem que é verdade.
    Por isso, e porque temos de concorrer com os “progressistas bem-pensantes” é que acho que devemos adoptar, não só o seu estilo, a sua atitude, mas também a sua imagem. Temos de destruir o preconceito de que só há intelectuais de esquerda e de que quem luta pela identidade do seu povo é um “reacionário bacoco neo-nazi”. É crucial. E por isso é que é crucial captar pessoas “normais” como eu. E para se conseguir isso deve-se criar uma certa imagem.
    Peço-vos que meditem sobre isto e que se coloquem “do lado de fora”, do lado do público. Acho que verão o que eu vejo.
    Um abraço,


  14. «Penso que o alvo da CI é o público em geral, aquele que não tem ligações a qualquer passado nacionalista.»

    Sem dúvida alguma Filipe. É nisto que acredito e que aponto como o caminho a seguir.

    Abraço e melhores saudações identitárias.


  15. Como sabem tenho muito pouco jeito para comentar seja o que for por isso evito intervir nestes debates, faltam-me as palavras. Depois de ler o postal, fiquei com receio que os comentários que se lhe seguissem fossem a costumeira lengalenga auto-elogiosa mas, felizmente, apareceu o Filipe a abanar as consciências e a trazer ao debate questões fundamentais e pôr, espero eu, esta malta a pensar. Meu caro, você tirou-me as palavras da boca, subscrevo quase a 100% o que diz, obrigado.

    As teorias passadistas, retrógradas e totalitárias que são suporte ideológico do “movimento”, a mim, provocam-me uma brotoeja danada e penso que é por aí que a CI tem de começar, i.e., se não tem nada a ver com o que essa gente defende, tem que se demarcar claramente deles. Caso contrário, vai só fazer número e não vai conseguir passar a mensagem.

    E também me parece que a questão dos símbolos, das cores e até a maneira de vestir, são bem mais importantes do que parecem.

    Um abraço


  16. Caro Ninguém, os teus comentários são sempre bem-vindos e apreciados.

    As questões levantadas pelo Filipe foram reconhecidas como sendo muito pertinentes, porque obviamente fazem pensar.

    Porém, «As teorias passadistas, retrógradas e totalitárias que são suporte ideológico do “movimento”», sob forma alguma se aplica à CI, que deixou bem patente desde o início da sua existência que não pretende sustentar essas mesmas teorias que referes, algo que é patente nos documentos vários, acções e eventos produzidos pelos identitários portugueses.

    A colagem que nos fazem é algo que escapa ao controlo da CI, porque tomara eu que “largassem de vez a CI da mão” e não a confundissem mais com nostalgias, saudosismos e práticas passadistas sejam de que índole forem.

    Um abraço forte.

    PS/ agora que o nosso amigo Miguel anda pelas terras de Vlad Dracul, fiquei sem o teu contacto, esse mail do kung fu é válido?


  17. Caro Arqueo, já vi que sou muito mau na arte do disfarce e que não vale a pena estar a negar as evidências. O endereço de mail é válido e podes contactar quando quiseres.

    Um abraço


  18. “A colagem que nos fazem é algo que escapa ao controlo da CI, porque tomara eu que “largassem de vez a CI da mão” e não a confundissem mais com nostalgias, saudosismos e práticas passadistas sejam de que índole forem.”

    Caro Arqueo, desculpa lá mas não pode escapar ao controlo da CI. Das duas uma, ou aceitam a colagem com todas as consequências (más, na minha opinião) que dai advêm ou fazem da luta para demonstrar que são realmente diferentes uma prioridade. A minha opinião é de que a CI não pode aceitar passivamente essa colagem mas, vocês é que sabem, vocês é que são a CI.

    Um abraço

    P.S.: só um pequeno aparte em relação à minha mensagem anterior, sou realmente muito mau na arte do disfarce, dava um muito mau muçulmano, mas vocês bem que podiam ter-me deixado continuar “incógnito”.


  19. Caríssimos, só mais uma provocação (serei chamado de herege, mas não me importo!) Leiam tudo até ao fim…

    Penso que devemos considerar seriamente participar no Fórum Mundial Português. A sério!
    Em primeiro lugar, leiam a declaração de princípios em http://www.forumsocialportugues.org/documentos/Dec%20de%20Porto%20Alegre.pdf

    Agora pensemos um pouco no assunto.
    No FSPortuguês podem participar todos os grupos e associações que “condenam as políticas económicas, sociais, ambientais e culturais do neoliberalismo, a guerra, o sexismo, o racismo, a homofobia, a xenofobia, a pobreza, a exclusão social e a injustiça.” Ora, nós estamos incluídos neste tipo de grupos.

    Mais: na verdade nós pertencemos aos chamados “movimentos de povos indígenas” que são apoiados pela esquerda pseudo-intelectual. Esses movimentos pretendem exactamente o mesmo que nós, ou seja, a deles o que é deles. Uma vez que esse movimentos não são tidos como racistas ou xenófobos, será interessante ver que tipo de justificação o FSP encontrará para impedir o nosso acesso.

    A adesão ao FSP/FSM será benéfica para nós por dois ou três motivos:
    1º – Por um lado, ao estarmos inseridos, ou querermo-nos inserir em tais organizações, estaremos a afirmar que nós, enquanto indígenas, estamos em perigo no nosso próprio território;
    2º – Provavelmente seremos alvo da “esquerda bem-pensante”, como o PCP, o BE, Boaventura de Sousa Santos, etc. Isso dar-nos-á notoriedade.
    3º – E ao sermos zurzidos por aqueles, poderemos contrapor usando as palavras do citado sociólogo para o qual “A maior ameaça [para o imperialismo neo-liberal norte-americano] provém daqueles que invocam direitos ancestrais sobre os territórios onde estão os recursos naturais, ou seja, dos povos indígenas”. Ora, se somos condenados por fazer o mesmo que faz o Hugo Chavez e Evo Morales (os indígenas) contra a elite europeia nos seus países, então isso só pode significar que quem nos acusa não só é cúmplice do imperialismo neo-liberal como é, no fundo, racista e xenófobo, querendo cercear a “soberania dos povos“ indígenas da Europa forçando-os à assimilação e ao multi-culturalismo.

    Boa Páscoa!


  20. «ou aceitam a colagem com todas as consequências (más, na minha opinião) que dai advêm ou fazem da luta para demonstrar que são realmente diferentes uma prioridade.»

    Amigo Ninguém, a verdade é que não passa apenas pela vontade da CI. Recordo-me de uma notícia que surgiu num jornal de Alcobaça que refria a CI como sendo uma organização de extrema-direita. Em tempo a revista Visão mencionou a CI num artigo sobre a área nacionalista portuguesa, com a agravante de que a CI foi considerada como sendo a mais anti-europeísta de todas!!!????

    Portanto, mesmo e apesar dos esforços da Ci, os adversário continuam a etiquetar-nos, porque como se sabe, basta ter uma posição contrária à imINVASÃO e somo logo tachados de direita extrema.

    Um abraço forte e segue em breve mail, além de que podes continuar seguro do teu anonimato, pois a maioria não faz nem a miníma ideia quem é o Ninguém.


  21. Caro Filipe, a sua intervenção não é sob forma alguma provocatória, muito pelo contrário, na minha opinião é absolutamente válida e deve ser levada em devida conta. Por mim a CI estaria lá representada ou barrada sob algum pretexto falso da parte da extrema-esquerda, mas que garantiria, como refere o Filipe, notoriedade à nossa associação.


  22. Filipe, não sei se conhece este texto da CI : http://causaidentitaria.org/blog/?p=43
    que vai ao encontro daquilo que defende, e também considero a possível participação no FSP uma hipótese que se pode estudar, até porque a luta face ao neo-liberalismo, ou ao liberalismo politico e económico, é uma das frentes da CI.


  23. Penso que deveriam omitir a expressão “inclusive os europeus” (percebo a intenção, mas parecemosm uns coitadinhos) e burilar os pontos VI e VII.
    Minha proposta:

    VI.
    Todos os povos têm o direito inalienável à segurança e paz nos seus lares territoriais. A imigração descontrolada, que crescentemente assume os moldes de uma colonização, é uma clara violação da integridade territorial e da identidade dos povos autóctones.

    VII.
    Todos os povos têm direito a preservar a sua identidade cultural, mantendo-a única e rica.
    A identidade de um povo acaba quando a sua cultura é forçada a ceder ao multiculturalismo. A aplicação do dogma multicultural é uma utopia conducente à gradual e inexorável destruição das singularidades identitárias dos povos, sejam os autóctones ou os alógenos.
    b) A integridade e identidade dos povos não pode estar sujeita aos cálculos eleitoralistas e experimentações sociais da classe política, submissa aos lóbis económicos e sociais ávidos de produtores/consumidores ou de uma sociedade nova, mais “enriquecida”, mas que resulta numa sociedade desenraizada, sem elos comuns, sem elementos aglutinadores permanentes e, logo, mais fraca.

    Se a procura de uma vida melhor é um direito que assiste a qualquer indivíduo, esse direito não se pode sobrepor ao dos povos indígenas de manter a soberania sobre a terra dos seus antepassados. Assim, é um direito histórico que assiste a qualquer povo de denunciar e resistir a toda a política que colabore com a colonização de uma terra por parte de estranhos. Os povos não podem ver a sua existência e identidade, bem como o futuro das mesmas, reféns de políticas obedientes a lógicas economicistas ou de que índole seja. A diversidade de etnias, culturas, línguas, tradições ou hábitos e costumes é a maior riqueza da Humanidade, a sua preservação torna-se consequentemente um direito e um dever de todas as mulheres e homens do Mundo.


  24. Caro Filipe, parecem-me deveras interessantes as propostas, mas no que concerne à frase “inclusive os europeus”, essa tem por funcção demonstrar que hoje nós, europeus, estamos relegados para um plano de párias globais, a quem nenhum direito assiste. Logo, creio ser absolutamente necessário reforçar a ideia que os povos tem direito a preservar a sua identidade, inclusive os europeus.


  25. Parabens…!


  26. Ah, então sempre compreendi o porquê da expressão “inclusive os europeus”. Mas tal expressão não só interrompe a frase geral (de que todos têm direito a preservar a sua identidade) como nos apresenta como vítimas ou coitadinhos.
    Ora, nós temos uma atitude triunfante, pro-activa. A declaração de princípios destina-se a apresentar um projecto geral de preservação e incentivação da nossa identidade enquanto povo.
    Só se alguém, racista e anti-europeu, nos acusar de sermos mal-intencionados, só ai é que responderemos que “todos, sejam eles tibetanos, índios latino-americanos, árabes, indianos, sejam até, imagine-se, os europeus, todos têm o direito a preservar a sua identidade”.


  27. Filipe, eu continuo a dizer que o “inclusive” apenas está ali para reforçar a nossa posição de discriminados. Não podemos aceitar que a todos os povos sejam garantidos direitos que a nós estão vedados, ou que assim que os referimos somos acusados de racistas e culpados de todo o mal global.

    Não é uma posição de fraqueza, mas o explorar de uma realidade que deve fazer os nossos pensarem e reflectirem.



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