Arquivo de Março, 2008

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Tibete: um caso exemplar

Março 19, 2008

Por Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Os povos não se extinguem se estiverem dispostos a resistir. O que ocorre actualmente no Tibete resulta da ocupação e expansão demográfica dos chineses, etnia han. Com efeito, o imperialismo e colonialismo chinês revelam a sua verdadeira face: despótica e violenta. A invasão e posse do Tibete aconteceram em 1949 com a posterior destruição material, cultural e espiritual de uma civilização original e milenar.

Seguiu-se a colonização fisica dos chineses (etnia han), relegando os tibetanos, senhores da terra, a um estatuto de minoria oprimida. Reduzidos a um mero produto de folclore para venda a turistas, impedidos de exercer livremente a sua única versão de budismo, o povo tibetano foi e é objecto de um lento genocídio ante a silenciosa e cínica cumplicidade parcial da comunidade internacional.

Para a clique de Pequim a identidade da China coincide em exclusividade com a etnia han, remetendo as outras populações, mongóis, tibetanos, uyghurs, Zhuang, Hmong, para um estatuto de segunda classe. Nada para admirar, pois acaba por ser a concepção comum a todos os nacionalismos de cariz expansionista e imperial.

Doravante devemos prestar atenção à política imperialista da China, atente-se, por exemplo, ao que hoje se passa em África e à estratégia (e)migratória dos chineses em todo o mundo, com o apoio declarado das autoridades de Pequim.

A actual resistência dos tibetanos é um combate Identitário, contra a assimilação, (denunciada pelo Dalai-Lama), contra a extinção da sua memória colectiva. Esta luta pela sobrevivência merece a nossa simpatia, a nossa solidariedade e o nosso apoio.

O Tibete revela-se como um caso exemplar para situações análogas noutras paragens. O que vemos naquelas longínquas terras é um mau presságio para o que sucede na nossa casa.

Recusamos o mesmo destino!

Viva o Tibete livre!

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Assume o compromisso!

Março 16, 2008

        

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Um camião à deriva!

Março 12, 2008

Por Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Um camião à deriva vagueia e deambula pelas ruas e vielas da amargura politica. Deixou recentemente, com saudosismo, Berlim e agora percorre Caracas, Gaza,Tripoli e uma recordação, Pyongyang, Teerão, alcançando, imagine-se, a Birmânia, não fosse ele um transporte de longo curso…

Em tempos a mercadoria foi unicolor, mas agora é bem multicolorida, em tons de negro e branco, com envergonhadas pinceladas a vermelho, só lhes falta, ainda, o amarelo, todas as cores incorporadas num espírito de fraternidade mundialista, afinal de contas para este camião as cores reunidas de mãos dadas são uma festa a celebrar, em bom estilo Benetton, mesmo que a festa se arrogue de “patriótica”!

Os motoristas deste veículo mal amanhado apresentam duas obsessões: a CI (Causa Identitária) e as manifestações de rua.

A primeira, a CI, para além de caluniada e difamada, provoca, seguramente, insónias e pesadelos. A segunda, as manifestações de rua, são concorridas a três, ao ritmo do calendário demonstrativo, nelas o camião surge com os motoristas abonecados (não dão a cara), envergonhado e tímido, a matrícula invisível (têm medo do quê e de quem?), participam em estilo de mirones, são “voyeurs” da manifestação dos outros. Até fazem romagens de culto enternecido a quem outrora apelidavam de santo patrono dos “salazarentos”!
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Vídeo da II Conferência Internacional da Causa Identitária

Março 6, 2008


* Cortesia da Asamblea Identitaria

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Mais que uma associação, uma comunidade militante!

Março 5, 2008

Mais que uma associação, uma comunidade militante, esta frase mais que um lema deverá se entendida pelos camaradas como uma necessidade para a CI.

Esta foi uma das conclusões à qual eu cheguei depois da reunião de dia 23. O crescimento e cimentação da Causa Identitária só serão possíveis a partir da tomada de consciência por parte de todos nós da nossa pertença a uma comunidade e se trabalharmos em prol dessa mesma comunidade.

Esse foi o espírito que tornou possível pormos em pé a nossa 2ª Conferência Internacional, com a Comissão Cultural encontrando o sitio para realizarmos o evento, uns militantes disponibilizando-se para transportar os convidados internacionais, outros colaborando com comida, bebida, pratos, talheres, guardanapos, etc., outros ainda contribuindo para a decoração do local, tornando aquela sala de hotel um bastião identitário por umas horas, e ainda com as nossas meninas nas bancas de material da CI, as fotografias altamente profissionais e um grande conjunto de pormenores que tornaram tão agradável esse dia. Read the rest of this entry ?

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Geração à rasca!

Março 3, 2008

Há algumas semanas atrás, tive a oportunidade de assistir na estação televisiva TVI a uma reportagem intitulada: “A vida por um canudo”. Esta teve como propósito mostrar aos Portugueses a situação dramática dos nossos jovens licenciados, que não encontram trabalho na sua área de especialização.

O panorama é aterrador: Jovens formados em áreas tão distintas e importantes – enfermagem, jornalismo, psicologia, arquitectura, etc. – a trabalhar como vendedores “ambulantes”, balconistas ou até na construção civil. Para completar o triste espectáculo, estes situam-se, na sua grande maioria, num nível socioeconómico altamente instável.

Tenho um profundo respeito e consideração por todas profissões dignas e úteis, e compreendo que, na actual conjuntura, torna-se praticamente impossível ter o mesmo emprego para toda a vida – tal como foi em tempos mais “recuados”. Mas sejamos realistas e honestos: Não é com isto que estes jovens sonharam e trabalham ao longo de um curso. São demasiadas horas a “bater pestana”, para agora trabalharem em algo que não tem a mínima relação com o que estudaram.

Confesso que me emocionei ao ouvir uma jovem formada em enfermagem (afinal, não há falta de profissionais de saúde?), também emocionada, dizendo: «só queria trabalhar». Mais claro é impossível. É o grito de revolta e angústia contra um sistema que de nacional e social, pouco ou nada tem.

Em minha opinião, o Estado e vários departamentos universitários são os grandes responsáveis pelo estado calamitoso a que chegamos.

O Estado, essa entidade jacobina, ao invés de uma forte vigilância naquilo que são as suas competências – segurança laboral, regulamentação do código do trabalho, etc. – investe, em nome de uma certa «unidade nacional», numa uniformização de todo o mercado de trabalho com vista a uma descida dos números de desemprego. Com isso, as pessoas são tratadas como meros números e as suas competências votadas ao desprezo. Por outro lado, vários departamentos universitários, envoltos em vaidade e egoísmo, pretendendo apenas ter o seu “ninho”, hipotecam a vida a milhares de jovens, cujos cursos não têm colocação ou a mínima aplicação.

É a hora de dizer: Basta! Read the rest of this entry ?