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Um camião à deriva!

Março 12, 2008

Por Miazuria (Miguel Angelo Jardim)

Um camião à deriva vagueia e deambula pelas ruas e vielas da amargura politica. Deixou recentemente, com saudosismo, Berlim e agora percorre Caracas, Gaza,Tripoli e uma recordação, Pyongyang, Teerão, alcançando, imagine-se, a Birmânia, não fosse ele um transporte de longo curso…

Em tempos a mercadoria foi unicolor, mas agora é bem multicolorida, em tons de negro e branco, com envergonhadas pinceladas a vermelho, só lhes falta, ainda, o amarelo, todas as cores incorporadas num espírito de fraternidade mundialista, afinal de contas para este camião as cores reunidas de mãos dadas são uma festa a celebrar, em bom estilo Benetton, mesmo que a festa se arrogue de “patriótica”!

Os motoristas deste veículo mal amanhado apresentam duas obsessões: a CI (Causa Identitária) e as manifestações de rua.

A primeira, a CI, para além de caluniada e difamada, provoca, seguramente, insónias e pesadelos. A segunda, as manifestações de rua, são concorridas a três, ao ritmo do calendário demonstrativo, nelas o camião surge com os motoristas abonecados (não dão a cara), envergonhado e tímido, a matrícula invisível (têm medo do quê e de quem?), participam em estilo de mirones, são “voyeurs” da manifestação dos outros. Até fazem romagens de culto enternecido a quem outrora apelidavam de santo patrono dos “salazarentos”!

É um camião desgovernado que atropela “sionistas” virtuais e fantasmagóricos, os judeus provocam-lhes urticária, porque será?!

A pretensão é atingir a maioridade política, mas permanecem na indiferença, na pequenez inaudível da mediocridade.

O camião mais parece um atrelado do BE (bloco de esquerda), só que este último nem sequer ainda deu conta da sua existência.

A rota e destino são motivos de risada despregada.

Temos desprezo por este camião de transporte internacional rodoviário. Só isso!

8 comments

  1. Que gozo! A palermice só dá mesmo para rir.


  2. Um insulto original =) muito superior às porcarias anónimas que por aí circulam blogosfera fora.


  3. Já me dói a barriga…. de tanto rir.


  4. Peço desculpa se me escapou algo.Mas uma organização com a responsabilidade da CI,não devia usar a expressão”Até fazem romagens de culto enternecido a quem outrora apelidavam de santo patrono
    dos “salazarentos”!Uma organização que defende as raízes portuguesas de forma imparcial devia respeitar o legado do Dr.Salazar;devia respeitar quem lhe presta homenagem ou o recorda com saudade.Por último,a expressão “salazarentos” é infeliz na boca de quem se reclama da área nacionalista e europeísta.Por mim,continuarei salazarista porque pós “abrilada” ainda não vi um Homem com a sua honestidade e competência,no poder ou cerca dele.Preocupem-se com quem rebenta com Portugal e deixem os mortos em paz;ou quando os recordarem aprendam com os seus exemplos!


  5. Meu caro, não retire a expressão do contexto. Releia com serenidade a frase e verá que não é o autor do artigo, nem a CI, enquanto associação, que apelida os admiradores de Oliveira Salazar de “salazarengos”, mas sim quem se critica nesse artigo e que oportunísticamente fizeram uma romagem à campa do estadista.

    Mais acrescento que a CI não é uma organização nacionalista, pois como bem referiu o presidente da mesma, a CI é pós-nacionalista, isto é, a CI é apenas e somente identitária.

    Por fim, se deseja continuar salazarista, faça bom proveito e honre a memória do Homem, mas não se apoquente com quem trabalha pelos portugueses no presente, com os olhos postos no futuro.

    Saudações Identitárias


  6. Bendita “abrilada” que veio permitir-me dizer aquilo que penso sobre essa criatura.

    Aposto que o sr. Dr. Jivago é um intransigente defensor da liberdade de expressão.


  7. Sr.Miguel Jardim:
    Fico-lhe grato pelo esclarecimento.Como escrevi anteriormente “peço desculpa se me escapou algo”.Um amigo comum já me explicou a quem se referia.
    Só uma adenda:quem estima Salazar,D.Carlos,Vasco da Gama,Fernando Pessoa…etc,tem obrigatoriamente de ter os olhos no futuro.”Quem trabalha pelos portugueses no presente, com os olhos postos no futuro” não é exclusivo seu ou meu.
    Sr.Ninguém:
    Lamento a sua rápida capacidade de julgar.
    1ºNo Estado Novo,havia liberdade,mas não para destruir a Nação.
    2ºA sua “bendita abrilada” foi assassina e traiçoeira com muitos que se lhe opuseram e evitaram a “cubanização”;respeite os caídos.
    3ºFruto da sua “abrilada”,garanto-lhe que a liberdade de expressão hoje,não é tão linear.
    4ºAprenda,com a elegância de diálogo,que eu e o Miguel Jardim,neste espaço expusémos!


  8. Querendo evitar insultos desnecessários, é certo que o Sr. Ninguém deverá de ser um “vermelho” que eleva a “machadada final no cachaço” de Portugal, o 25 de Abril que toda a gente se lembra e festeja, mas que começa a desvanecer e a dar lugar a expressões tipo “no tempo de Salazar não havia nada disto” ou “devia de haver outro Salazar”.
    Sr. Ninguém, abra os olhos…



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