Por Diogo Canavarro
A Lega Nord (Liga do Norte), partido italiano pela libertação da Padania do centralismo jacobino, obteve nas passadas eleições um resultado histórico (8.5% dos votos), incluindo três ministros, em pastas fulcrais, na formação do novo governo italiano: O interior (Roberto Maroni), as reformas (Umberto Bossi) e a agricultura (Luca Zaia).
Estruturada, organizada e na vanguarda, a Lega simboliza hoje o culto da resistência europeia à diluição das identidades das Pátrias Carnais face ao rolo compressor mundial. Sem “papas na língua”, este movimento identitário tem por base a construção das euroregiões, descentralizadas, orgânicas e sustentáveis, num contexto de uma Europa unida segundo uma base federal e subsidiária.
Igualmente liberta de ideologias passadistas, em particular do conceito de Estado-Nação, esta propõem soluções políticas, económicas e sociais enraizadas nas necessidades e anseios populares, mas sempre em comunhão com a actualidade geopolítica.
Em suma, a Lega estrutura-se pelo pensamento «dinâmico» que referi na passada conferência da nossa associação: É de “direita” nos valores – defesa da família e tradições, liberdade responsável, segurança e combate à imigração ilegal, etc. – mas é de “esquerda” nas questões sociais – justiça social comunitária, solidariedade, justa distribuição da riqueza, prioridade aos autóctones, etc.
Assim, dedico o dia de hoje, 25 de Abril, aos cerca de 3 milhões de Padanos, orgulhosos, livres e conscientes da sua herança civilizacional, que deram o seu voto de confiança à Lega Nord, visto não mostrarem, nestes tempos tão conturbados, qualquer receio; nem das palavras nem de ir ao essencial.
Viva a Padania!
Viva a Europa!



