Arquivo de Abril, 2008

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Lega Nord: Símbolo da resistência Europeia

Abril 25, 2008

Por Diogo Canavarro

A Lega Nord (Liga do Norte), partido italiano pela libertação da Padania do centralismo jacobino, obteve nas passadas eleições um resultado histórico (8.5% dos votos), incluindo três ministros, em pastas fulcrais, na formação do novo governo italiano: O interior (Roberto Maroni), as reformas (Umberto Bossi) e a agricultura (Luca Zaia).

Estruturada, organizada e na vanguarda, a Lega simboliza hoje o culto da resistência europeia à diluição das identidades das Pátrias Carnais face ao rolo compressor mundial. Sem “papas na língua”, este movimento identitário tem por base a construção das euroregiões, descentralizadas, orgânicas e sustentáveis, num contexto de uma Europa unida segundo uma base federal e subsidiária.

Igualmente liberta de ideologias passadistas, em particular do conceito de Estado-Nação, esta propõem soluções políticas, económicas e sociais enraizadas nas necessidades e anseios populares, mas sempre em comunhão com a actualidade geopolítica.

Em suma, a Lega estrutura-se pelo pensamento «dinâmico» que referi na passada conferência da nossa associação: É de “direita” nos valores – defesa da família e tradições, liberdade responsável, segurança e combate à imigração ilegal, etc. – mas é de “esquerda” nas questões sociais – justiça social comunitária, solidariedade, justa distribuição da riqueza, prioridade aos autóctones, etc.

Assim, dedico o dia de hoje, 25 de Abril, aos cerca de 3 milhões de Padanos, orgulhosos, livres e conscientes da sua herança civilizacional, que deram o seu voto de confiança à Lega Nord, visto não mostrarem, nestes tempos tão conturbados, qualquer receio; nem das palavras nem de ir ao essencial.

Viva a Padania!

Viva a Europa!

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A Causa Identitária contacta grupos parlamentares

Abril 22, 2008

Comunicado de 23/04/2008

No seguimento da nossa campanha pela consciencialização das autoridades portuguesas sobre o caso Marc Gonçalves, a Causa Identitária entrou em contacto com os grupos parlamentares representados na Assembleia da República.

O motivo desta nossa iniciativa foi o de requerer aos nossos representantes a interpelação ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o que está a ser feito pelo seu ministério, em nome do Estado Português, para tentar a libertação de um luso-descendente de cativeiro na selva colombiana.

Passada que está mais de uma semana nenhum dos grupos parlamentares, nem um único representante da soberania popular, nos obsequiou com uma simples resposta.

A Causa Identitária deseja a melhor sorte para a família de Marc Gonçalves, que apelou ao Sr. Primeiro-ministro para este interceder junto do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no sentido de mediar junto das FARC a libertação do seu familiar.

Por outro lado também as associações de portugueses e luso-descendentes nos Estados Unidos estão recolhendo assinaturas para serem entregues ao Primeiro-ministro durante a sua viagem à América do Norte, com apelos que vão no mesmo sentido.

Quanto a nós, voltamos a apelar para que todos, sem excepção, mostremos a nossa preocupação com a sorte de um descendente de portugueses, continuando a contactar os Serviços de Administração e Protecção Consulares, e divulgando este caso junto de familiares e amigos.

Finalmente, queremos manifestar a nossa satisfação por finalmente ter sido possível ouvir uma referência a Marc Gonçalves num serviço noticioso da estação de televisão pública, numa clara demonstração de que é possível quebrar o silêncio sobre este assunto.

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De novo o caso Marc Gonçalves

Abril 10, 2008

Nos últimos dias voltamos a ser bombardeados com um frenesim noticioso acerca da refém mais conhecida dos narco-terroristas das FARC, a franco-colombiana, Ingrid Bettencourt. Se isto me parece natural em relação à França e à Colômbia, o mesmo já não se pode dizer dos meios de comunicação portugueses, isto porque como foi noticiado aqui, existe um luso-descendente nas mesmas condições de supressão de liberdade às mãos das FARC, que no entanto não merece o mesmo interesse por parte dos meios de informação portugueses. Aliás, desde o próprio Governo, mais concretamente através dos Serviços de Administração e Protecção Consulares, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, fui informado que devido ao facto de Marc Gonçalves ter nacionalidade norte-americana, o Estado Português não tomou qualquer iniciativa para a possível libertação do mesmo.

Imagine-se que o governo francês argumentava com a dupla nacionalidade da Sra. Bettencourt para se omitir deste caso. Qual seria a reacção da opinião pública (e publicada) francesa?

Como já o disse em Janeiro e volto agora a repetir:

Vamos tornar 2008 o ano da libertação de Marc Gonçalves!

Rolando Mateus

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Invertendo valores

Abril 5, 2008

Nas últimas semanas muitos têm sido os casos que despertaram os portugueses para uma realidade bem dura mas verídica: Portugal deixou de ser o “país dos brandos costumes” onde nunca acontece nada, para se transformar numa sociedade com graves sintomas de doença, tanto ao nível social como económico, da segurança ou moral.

O caso mais mediático (que não o mais grave) terá sido o da adolescente do Porto, exigindo aos gritos a uma professora para lhe devolver o telemóvel. Uma aluna de 15 anos gritando, empurrando e tratando por tu uma professora. O negligenciar da antiga noção de autoridade só podia levar a isto.

Mas a este caso devemos acrescentar o clima de guerra civil que se vive em algumas escolas (nomeadamente das áreas metropolitanas) onde alunos vão armados para as escolas, quer com armas brancas, quer inclusive com armas de fogo!

Quando os professores saíram à rua reclamar contra a avaliação que o governo lhe quer impor, faltou, por exemplo, denunciarem a quase obrigatoriedade que têm em apresentar resultados de 100% de aprovações nas suas turmas, caso contrário terão que dar explicações aos superiores. Ora o que é isto senão abrir portas ao facilitismo e laxismo?

E enquanto isso, que fazem os nossos governantes? Desvalorizaram os actos que cada vez mais vão transmitindo aos portugueses uma sensação de falta de segurança quer nas ruas, quer nas próprias instituições que se supunha deverem ser o garante da estabilidade social (Governos, tribunais, polícias, sistema de ensino, de saúde…).

Sem dúvida que, na bolsa do nosso dia-a-dia, os valores estão cada vez a cotizar mais baixo, e parafraseando Shakespeare: “algo está mal na República de Portugal”.

Rolando Mateus