Arquivo de Junho, 2008

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Da problemática Energética à Ecologia radical (Parte I)

Junho 28, 2008

Por Diogo Canavarro

Desde sempre respeitada, admirada e até incompreendida, a Energia é hoje o conceito mais preponderante na actividade humana e objecto de estudo científico permanente por parte das áreas físico-químicas. Esta é, mesmo que isso nos escape à nossa modesta vista, o denominador comum a todo o espectro que conhecemos: política, cultura, economia, migrações, etc., são, pois, todos eles conceitos subordinados à Energia. Quando o mundo «pula e avança como uma bola colorida nas mãos de uma criança» é à Energia que devemos agradecer.

Mas, afinal, o que é a Energia?

Tão simples e ao mesmo tempo tão complexa, podemos dizer, ainda que de forma sucinta, que a Energia é todo o fenómeno capaz de dar o ponto de partida para a modificação de um determinado sistema físico, e somente isso – o ponto de partida. A capacidade de a usar dá-se, em Física, o nome de trabalho que, por sua vez, está intrinsecamente dependente de uma força actuante. Quando elevamos um corpo com uma certa massa a uma determinada altura, obtemos a denominada Energia Potencial. Libertando-o, eis que entra em acção a força gravítica que, por deslocamento do corpo, produz trabalho, também este uma forma de Energia (Medida em Joule (J), em honra ao grande Físico Britânico James Prescott Joule). É este o princípio de funcionamento de toda e qualquer estrutura hídrica – a Energia Potencial, ou seja, o trabalho potencial produzido é magistralmente aproveitado por turbinas que se encarregam de produzir electricidade.

Eis-nos postos perante o primeiro ponto crucial da temática: Da mesma forma que Identidade não é somente Cultura, Energia não é somente Electricidade. Esta última é, na verdade, uma parte integrante do fenómeno energético, entendido numa perspectiva global. A recusa em compreender esta relação é uma grave deturpação daquilo que verdadeiramente representa a Energia, com consequências bem nefastas para o ecossistema. A energia é, em suma, uma dinâmica que se exprime, na sua forma mais elementar, num gesto.

Dada uma definição base para a Energia (entendida, saliente-se, através de uma visão de Engenharia), libertemo-nos dos conceitos mais “puristas” e façamos uma análise da sua história, aplicações actuais e problemáticas inerentes.

Conscientemente ou não, a Energia foi desde sempre encarada como um veículo na obtenção de conforto. A queima de biomassa – como a lenha, por exemplo – permitiu ao homem primitivo utilizar a Energia proveniente dessa combustão (reacção exotérmica) para se aquecer, cozinhar ou ainda afugentar diversos perigos, o que consistiu numa maior capacidade de sobrevivência e prosperidade para a sua comunidade. Com o evoluir dos tempos, a Energia foi paulatinamente sendo obtida pelo recurso aos combustíveis fósseis, sobretudo após a Revolução Industrial, donde se destaca o petróleo. Naquela época e, tristemente, tal como hoje, os mitos do progresso infinito da humanidade desencadearam o início de um consumismo compulsivo aniquilando, e considerando a escala de tempo da humanidade, esses mesmos recursos em tempo de fósforo.

No que ao petróleo concerne, sabe-se hoje que estamos a atingir o peak oil, i.e., o pico do petróleo.

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I Jornada de Camaradagem MPP-CI

Junho 27, 2008

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De que estás à espera?

Junho 26, 2008

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Castelo de Alcobaça: Queremo-lo de volta!

Junho 19, 2008

Comunicado de 19/06/2008

Terminou no passado dia 15 de Junho o prazo atribuído pela Dr.ª Alcina Golçalves, vereadora do pelouro da cultura da câmara municipal de Alcobaça, para o lançamento de esforços no sentido de inverter a actual situação degradante do Castelo de Alcobaça e seu espaço circundante.

Mais de um mês depois, é com enorme angústia que constatamos que o panorama permanece igual; o Castelo continua no mesmo, ou pior, estado de abandono aquando o início da campanha – ervas, graffitis, dejectos e perigos de segurança (enormes buracos).

Em conformidade com o que foi acertado na última reunião com a sr.ª vereadora, a associação Causa Identitária já emitiu mensagens à câmara municipal de Alcobaça no sentido de alertar a mesma para o estado de decadência deste espaço histórico, aludindo igualmente para que sejam postas em prática estratégias para a recuperação de um verdadeiro pilar da identidade e cultura de Alcobaça.

A Causa Identitária assegura, ainda, que continuará vigilante sobre este assunto, tendo sempre em mente a prosperidade da comunidade alcobacense, desenvolvendo novas formas de luta para a salvaguarda da memória colectiva.

Lançamos, também, o apelo a todos os interessados neste assunto para que se juntem à Causa Identitária nesta acção, subscrevendo a nossa petição e/ou estabelecendo contactos com os serviços administrativos da câmara municipal, no sentido de denunciar o atentado feito a este espaço histórico e comunitário.

Castelo de Alcobaça: Queremo-lo de volta!

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O «Não» irlandês representa o Sim à verdadeira Europa!

Junho 16, 2008

Comunicado de 16/06/2008

Um peremptório «Não» dos irlandeses ao Tratado de Lisboa , transformou este povo no porta-voz de todos os povos europeus que, cada vez mais, se distanciam das suas classes políticas nacionais, absolutamente desinteressadas em auscultar as inquietações e necessidades dos mesmos.

O Tratado de Lisboa não é senão outra versão, em novos tons, do projecto de Constituição Europeia, também este rejeitado em 2005.

A Europa preconizada por Bruxelas encontra-se ferida de morte. Os europeus rejeitam terminantemente a edificação de um monstro burocrático, assente em premissas economicistas, no qual as pessoas são somente produtores-consumidores de um mercado global. Os europeus sentem e sabem que partilham uma terra, uma civilização, uma história, comuns, cujas raízes estendem-se ao longo de séculos imemoriais e não a 50 anos de uma união económica.

Desta forma o «Não» irlandês representa um Sim à Europa, à Europa livre, à Europa dos povos, à Europa que almeja uma verdadeira união, capaz de defender a sua identidade face ao rolo compressor da mundialização.

Porém, os identitários não podem deixar de ficar apreensivos quando escutam o canto das sereias, nomeadamente, sobre um alegado “plano B”, que visa levar a Irlanda a ratificar o Tratado de Lisboa por via parlamentar, ignorando assim a vontade popular. Assistimos pois à democracia ser encerrada na gaveta pelos eurocratas.

Porque uma outra, a nossa, Europa é possível, estejamos em alerta na defesa da democracia, da liberdade de vivermos como desejamos, numa Europa realmente europeia.

Identidade, Liberdade, Acção!

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10 de Junho, o nosso dia!

Junho 10, 2008

Por Diogo Canavarro

Pátria, Povo, Valentia. São alguns dos vectores com os quais poderia abordar neste dia, o nosso dia, Portugal.

Mas, ao invés disso, prefiro hoje recordar e enaltecer a verdadeira alma de Portugal – os Portugueses – nas suas múltiplas variantes regionais. Porque esse é definitivamente o nosso combate; um Portugal construído da base para o topo, unido na diversidade, em comunhão com referências imemoriais e sempre num elevado espírito de solidariedade – que hoje funciona como uma verdadeira arma face ao Mundialismo galopante.

É por isso que o pensar sobre Portugal necessita de ser repensado: Às visões totalitárias e unas, vilipendiantes das identidades e liberdades locais, bem como de toda a Polis, deverá ser sobreposta a visão da «dinâmica identitária», onde todas as comunidades enraizadas são parte integrante do desenvolvimento sustentável do Portugal Eterno.

Esta é a nossa perspectiva, esta é a nossa luta: Um Portugal, e por extensão um Mundo, onde, como escreveu Alain de Benoist, a «alegria que experimentamos no decurso de uma viagem, é a de ver modos de vida ainda enraizados, ver viver com o ritmo que lhes é próprio povos diferentes, de uma outra cor de pele, de uma outra cultura, de uma outra mentalidade – e que se orgulham da sua diferença

Por isso saúdo de coração aberto e franco todos os Açorianos, Madeirenses, Minhotos, Durienses, Transmontanos, Beirões, Estremadurenses, Ribatejanos, Alentejanos e Algarvios. Que o espírito livre e rebelde que sempre vos [nos] caracterizou, mais forte que o fogo, seja a tónica para a resistência à uniformização etnocultural e ao centralismo jacobino.

Face à miséria, vocês não estão sós!

Viva Portugal Livre!