
Por Diogo Canavarro
Pátria, Povo, Valentia. São alguns dos vectores com os quais poderia abordar neste dia, o nosso dia, Portugal.
Mas, ao invés disso, prefiro hoje recordar e enaltecer a verdadeira alma de Portugal – os Portugueses – nas suas múltiplas variantes regionais. Porque esse é definitivamente o nosso combate; um Portugal construído da base para o topo, unido na diversidade, em comunhão com referências imemoriais e sempre num elevado espírito de solidariedade – que hoje funciona como uma verdadeira arma face ao Mundialismo galopante.
É por isso que o pensar sobre Portugal necessita de ser repensado: Às visões totalitárias e unas, vilipendiantes das identidades e liberdades locais, bem como de toda a Polis, deverá ser sobreposta a visão da «dinâmica identitária», onde todas as comunidades enraizadas são parte integrante do desenvolvimento sustentável do Portugal Eterno.
Esta é a nossa perspectiva, esta é a nossa luta: Um Portugal, e por extensão um Mundo, onde, como escreveu Alain de Benoist, a «alegria que experimentamos no decurso de uma viagem, é a de ver modos de vida ainda enraizados, ver viver com o ritmo que lhes é próprio povos diferentes, de uma outra cor de pele, de uma outra cultura, de uma outra mentalidade – e que se orgulham da sua diferença.»
Por isso saúdo de coração aberto e franco todos os Açorianos, Madeirenses, Minhotos, Durienses, Transmontanos, Beirões, Estremadurenses, Ribatejanos, Alentejanos e Algarvios. Que o espírito livre e rebelde que sempre vos [nos] caracterizou, mais forte que o fogo, seja a tónica para a resistência à uniformização etnocultural e ao centralismo jacobino.
Face à miséria, vocês não estão sós!
Viva Portugal Livre!
