Arquivo de Julho, 2008

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Em desacordo com o acordo ortográfico!

Julho 29, 2008

Comunicado de 29/07/2008

Consumado que está o famigerado acordo ortográfico, a associação Causa Identitária vem expressar publicamente a sua mais profunda indignação face a este atentado à nossa identidade, desta feita na sua vertente linguística.

É para nós perfeitamente inconcebível que os Portugueses se vejam obrigados a mudar os seus hábitos linguísticos, talhados ao longo de séculos, em virtude de terceiros, ainda para mais sendo o nosso povo criador e herdeiro da língua portuguesa. Assim, e porque recusamos ceder da liberdade de nos exprimirmos tal como os nossos antepassados nos ensinaram, invocamos todos os Portugueses para que boicotem este acordo – aprovado sem consulta prévia, estranha forma de conceber democracia! –,fazendo da escrita correcta uma arma face ao politicamente correcto e às ideologias identicidas vigentes.

Identidade, Liberdade, Acção!

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Alguém disse “integração”?

Julho 22, 2008

Por Manuel Alva

Mais uma vez, ficou provado, num bonito espectáculo de luz, cor, tiro desportivo e conflito étnico, difundido em horário de telejornal, que a “integração” é impossível. Os pensadores da suposta elite falaram em problemas sociais, falta de rendimentos, etc., mas não há fome naquele bairro. E se a há, não são de certeza os atiradores desportivos, que agilmente se mexiam, que a têm. Nem os alvos dos atiradores desportivos, infelizmente não visíveis nos confrontos (qual foi a última vez que se viu imagens de uma câmara de vigilância de um grupo de jovens a cometer um crime num qualquer transporte público?).

O conflito tem contornos territoriais e étnicos. Não sou eu que o digo, são os próprios habitantes. Exclama um angolano com bilhete de identidade português: «Os ciganos passaram aqui a dizer que iam matar os macacos» (sic). Exclama um habitante do bairro da mesma equipa dos atiradores desportivos: «Não dá para viver com os africanos, ao mínimo conflito recorrem logo às armas e à violência».

Para finalizar, a suposta elite, sempre a pensar em problemas de falta de rendimentos e integração, pensem antes assim. Eles não querem deixar de ser o que são: africanos ou ciganos. Mesmo com bilhetes de identidade portugueses, mesmo a falar português em alguns casos, eles vão sempre ser o que são. E se ser o que são, é, em muitos casos, resolver as coisas aos tiros, então os espectáculos de tiro desportivo na rua serão muito mais comuns. Aguardamos também a variante piromaníaca anti-carros, já em voga na França…

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Loures: O exemplo da integração impossível

Julho 14, 2008

Comunicado de 14/07/2008

Os graves incidentes ocorridos nos últimos dias na zona da Quinta da Fonte (Loures), entre bandos de etnia cigana e africana, vêm ao encontro daquilo que a Causa Identitária há muito denuncia: a multietnicidade em proporções consideráveis num mesmo espaço local conduz, para além da destruição da homogeneidade etnocultural autóctone, a uma sociedade multirracista.

Assim, mais do que exigir «melhor policiamento» ou «combate ao tráfico de armas», consideramos ser urgente fazer uma reflexão profunda sobre este fenómeno perturbante para a sociedade portuguesa. Pela nossa parte, essa reflexão está, também ela, há muito efectuada: Estamos perante a violação do “princípio de Aristótoles” – Em qualquer cidade, a harmonia e democracia só são possíveis se existirem parentesco étnico e cultural, noção a que o filósofo chama «phillia», ou seja, a «amizade natural». Questionamo-nos, pois, como será possível haver tal «amizade natural» entre comunidades – e sublinhe-se comunidades, não se trata apenas de alguns indivíduos! – diametralmente opostas que, recusando claramente abdicar das suas especificidades, se tentam impor no seio da localidade em que se situam. Estamos pois perante uma situação de ditadura imposta pelas minorias às maiorias. E não nos venham falar da alegada pobreza dos criminosos: quem tem dinheiro para comprar as armas e os automóveis que a televisão exibiu não vive, certamente, na pobreza. Vive, isso sim, de negócios pouco claros com rendimentos não declarados ao fisco e ainda recebe alojamento quase gratuito e subsídios de vários tipos, pagos com o dinheiro dos impostos dos portugueses.

Pela nossa parte, apenas pretendemos que nos deixem em paz. Os Portugueses não podem sentir-se reféns, na sua própria casa, de gentes que não possuem o mínimo de respeito e consideração por quem os acolheu de braços abertos. Aliás, numa época em que tanto se invoca a emigração portuguesa para justificar as actuais (e suicidas) políticas de imigração, é curioso verificar que nunca se constatou tais desacatos por parte das nossas comunidades.

Finalmente, pretendemos que todos os Portugueses saibam que, face aos mercenários que hipotecam a nossa liberdade, não estão sós. Continuaremos empenhados em fazer resistência a todos os actos que não se coadunam com as marcas e referências do nosso povo.

Identidade, Liberdade, Acção!

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Marc Gonçalves livre!

Julho 4, 2008

Comunicado de 4/07/2008

A Causa Identitária (CI) congratula-se com a libertação, levada a cabo pelas forças armadas colombianas, do luso-descendente Marc Gonçalves.

No entanto e apesar da natural satisfação pelo desfecho deste caso, a CI vem de novo denunciar a forma displicente como o Governo de Portugal tratou o caso de Marc Gonçalves tendo negado, na pessoa do Sr. Luíz de Albuquerque Veloso, Director dos Serviços de Administração e Protecção Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros, qualquer intenção de intervir pela libertação do luso-descendente.

Também as associações de portugueses na América do Norte tentaram em vão que o Sr. Primeiro Ministro intercedesse, na sua mais recente visita à Venezuela, junto do presidente sul-americano Hugo Chavéz, pela libertação de Marc Gonçalves, não tendo conseguido, no entanto, que este tema fizesse parte da agenda de José Sócrates.

Por último verificamos que a comunicação social portuguesa continua a dar grande destaque ao sequestro e libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt relegando a situação do luso-descendente Marc Gonçalves para pouco mais que nota de rodapé, algo a que já tínhamos assistido e denunciado ao longo deste processo.

A CI lança, assim, uma saudação bem portuguesa ao Marc e à sua família que estoicamente enfrentaram esta situação dramática com grande dignidade.

Identidade, Solidariedade, Acção!