Arquivo de Dezembro, 2008

Pátria e Liberdade!
Dezembro 18, 2008
Amar o que é nosso sem odiar o que pertence ao outro
Dezembro 16, 2008Por Rolando Mateus
Muitos são os que querem ver no slogan identitário “0% racismo/100% identidade” apenas um subterfúgio encontrado por estes para defenderem o oposto. No entanto, para um identitário está claro que o nosso patriotismo (entendido este a três níveis: carnal, ou regional; histórico, ou nacional; civilizacional, ou europeu) parte do pressuposto que devemos amar aquilo que é nosso, sem contudo odiarmos o que é do outro.
Por sermos ciosos da nossa identidade desejamos que os outros povos defendam igualmente de forma encarniçada a sua própria idiossincrasia. Só assim, todos juntos, poderemos combater o processo de uniformização levado a cabo pelo rolo compressor da mundialização.
Esta – a mundialização – é o maior inimigo dos povos, pois coloca em causa a liberdade e o desejo dos mesmos permanecerem diferentes. Promovendo o “melting pot” etno-cultural, ameaça a médio prazo a existência dos povos e as suas particularidades, verdadeira riqueza da biodiversidade. Assim, podemos afirmar que aqueles que enchem a boca com expressões como “diversidade” ou “direito à diferença”, são precisamente os que verdadeiramente acabam por colaborar no projecto uniformizador, contribuindo também eles para a criação de massas desenraizadas e transformadas em mão-de-obra barata e servil.
Inclusive a ideia de “integração”, tão cara aos defensores da imigração sem limites, arrisca a se tornar num conceito oco, quando numa lógica de comunitarismo os grupos de imigrantes se agrupam em territórios onde tendem a ser uma maioria, não sentindo a necessidade de se integrarem na sociedade de acolhimento. A resposta identitária é, pois então, o enraizamento nas nossas comunidades de pertença, trabalhando em prol da nossa identidade, das questões sociais e da temática ecológica.

Discurso do presidente no 1º de Dezembro de 2008
Dezembro 11, 2008Discurso de Diogo Canavarro no 1º de Dezembro de 2008 em Sintra.
Caros Identitários,
É hora de recordar, junto da estátua do Soldado Desconhecido, todos aqueles que há 368 anos se bateram para que Portugal pudesse de novo ser governado pelos Portugueses. Facto marcante na nossa História que comprova, sem equívocos, o amor e fidelidade dos Portugueses ao valores da Identidade, Pátria e Liberdade! Escolhemos este local porque entendemos que, nesta data, importa não só homenagear a nossa liberdade enquanto povo, mas também aqueles a quem o serviço a esse mesmo povo custou a própria vida. E mais ainda: lembrar, através de uma estátua que remete para esse terrível conflito suicida que foi a 1ª Guerra Mundial, que nós, identitários portugueses, estamos prontos a defender a nossa identidade e liberdade até à última gota de sangue, mas que não partirá de nós a promoção de mais conflitos fratricidas entre povos europeus, sobretudo numa hora em que o espectro da extinção paira sobre todos nós.
Pese embora os quase quatro séculos de distância, o que se passou naquele dia foi algo absolutamente extraordinário. Um conjunto de homens e mulheres, oprimidos e silenciados por todos aqueles que pouco se importavam com o bem-estar de Portugal, conseguiram colocar de lado tudo aquilo que os separava e unir-se naquilo que, para eles, era o essencial: o restabelecimento da soberania nacional. E tal só foi possível porque estes homens e mulheres comportaram-se como uma verdadeira comunidade, i.e., aquela que partilha entre si os mesmos objectivos, para além de laços heriditários, de solidariedade, de humildade, de vontade.
E o desejo destes Portugueses era simples: a eterna recordação, nas nossas mentes, do seu feito, coragem e bravura para que Portugal fosse também ele eterno. Exemplificar como a única vida «boa» é aquela que trilha o caminho do enraizamento e do patriotismo e iluminar de esperança as almas de todos os Portugueses para os desafios do futuro. Essa era a sua esperança: “recordem-nos, porque por vós nós lutámos!”
O legado recebido desta data é de um valor insofismável: ele mostra-nos como mesmo nos momentos mais difíceis, com uma certa dose de garra e sacrifício, é possível construir um outro futuro, mesmo em absoluto desiquilíbrio face à dimensão dos obstáculos. Mostra-nos também como devemos sempre recusar a ideia de que está «tudo perdido», de como a História nos apresenta por diversas vezes surpresas imponderáveis – a revolta deu-se num momento de fraqueza dos Castelhanos –, de como brilhantemente funciona a lei do Eterno Retorno, e de como a chama dos ideais e a veracidade dos factos vence sempre o dogmatismo e o ostracismo. Esta é a grande lição a tirar: lutamos porque queremos e devemos, porque o futuro daqueles que amamos e a memória dos nossos antepassados é a nossa prioridade!
