Por Rolando Mateus
Muitos são os que querem ver no slogan identitário “0% racismo/100% identidade” apenas um subterfúgio encontrado por estes para defenderem o oposto. No entanto, para um identitário está claro que o nosso patriotismo (entendido este a três níveis: carnal, ou regional; histórico, ou nacional; civilizacional, ou europeu) parte do pressuposto que devemos amar aquilo que é nosso, sem contudo odiarmos o que é do outro.
Por sermos ciosos da nossa identidade desejamos que os outros povos defendam igualmente de forma encarniçada a sua própria idiossincrasia. Só assim, todos juntos, poderemos combater o processo de uniformização levado a cabo pelo rolo compressor da mundialização.
Esta – a mundialização – é o maior inimigo dos povos, pois coloca em causa a liberdade e o desejo dos mesmos permanecerem diferentes. Promovendo o “melting pot” etno-cultural, ameaça a médio prazo a existência dos povos e as suas particularidades, verdadeira riqueza da biodiversidade. Assim, podemos afirmar que aqueles que enchem a boca com expressões como “diversidade” ou “direito à diferença”, são precisamente os que verdadeiramente acabam por colaborar no projecto uniformizador, contribuindo também eles para a criação de massas desenraizadas e transformadas em mão-de-obra barata e servil.
Inclusive a ideia de “integração”, tão cara aos defensores da imigração sem limites, arrisca a se tornar num conceito oco, quando numa lógica de comunitarismo os grupos de imigrantes se agrupam em territórios onde tendem a ser uma maioria, não sentindo a necessidade de se integrarem na sociedade de acolhimento. A resposta identitária é, pois então, o enraizamento nas nossas comunidades de pertença, trabalhando em prol da nossa identidade, das questões sociais e da temática ecológica.
