Por Diogo Canavarro
O fim-de-semana de 16 e 17 de Outubro de 2009 ficará para sempre na minha memória. A convite do movimento Bloc Identitaire, e na excelente companhia de dois militantes da Causa Identitária, desloquei-me a França, mais concretamente a Orange, para um encontro identitário europeu: a Convenção Identitária.
Esta correspondeu em quase tudo ao que estava à espera. Digo «quase» não num tom depreciativo – antes pelo contrário! – pois os identitários provaram, uma vez mais, que são uma vanguarda da criatividade, da origininalidade, da vontade de viver, da vontade de permanecer, pelo que, não tão poucas vezes, fui surpreendido pela positiva por esta ou aquela razão. Como tão bem referiu Fabrice Robert [1] aquando da sua visita a Portugal, há uma nova vaga na Europa e a Convenção Identitária comprovou isso mesmo. O evento em questão não se tratou «apenas» do encontro de identitários europeus (mais de 600!), este revelou, preto no branco, quem realmente está na linha da frente pela sobrevivência da Europa e das suas ricas identidades nacionais, regionais e locais. O que vi e constatei foi algo de extraordinário e inesquecível: homens, mulheres, jovens e crianças de várias origens europeias, de várias sensibilidades, que se revêem nos mesmos símbolos, nas mesmas memórias, nas mesmas ideias. Um duro revés para todos aqueles que acusam o nosso ideal de “romântico, impreciso e sem bases de apoio” (sic).
Quanto às intervenções, todas elas se pautaram pela seriedade, brio e eloquência que caracterizam os identitários. Como é habitual, existem temáticas e discursos com os quais aprendemos mais e nos completam melhor. Nesse sentido, e nunca menosprezando os restantes intervenientes, gostaria de destacar a temática “Localismo vs. Globalismo: Que caminho para o século XXI?” com Philippe Milliau (Bloc Identitaire), Jean-Yves Le Gallou (Fundação Polémia) e Laurent Ozon (Maison Commune). Dotados de uma inteligência e oratória bem acima da média, entre críticas ferozes à globalização e aos conceitos de re-localização e re-taxação, estes três oradores souberam despertar bem a audiência para os grandes desafios que se nos deparam e, no meu caso particular, a dificuldade em conter-me na satisfação pelo que ouvia. Uma autêntica lição de ciência política, que esperamos poder divulgar em Portugal em breve com o próximo número da revista “Identitário”.
Fascinante foi também o ambiente de fraternidade que se viveu. Todos, sem excepção, fizeram um enorme esforço para que ninguém se sentisse excluído. Mesmo com alguma falhas de comunicação (creio que o inglês deverá ficar mais generalizado até como forma de acolher mais identitários de outras regiões), a integração foi praticamente perfeita fazendo jus ao slogan identitário: «jamais caminharás só». Todos os pequenos pormenores foram devidamente pensados e acautelados e o resultado esteve à vista.
Durante os dois dias foi ainda possível constatar a convergência de ideias quanto às formas de activismo, ao material produzido ou ainda à maneira de ser e estar na política e na nossa comunidade. Também aqui, os identitários se destacam por um estilo muito próprio: livre, enraizado, actuante.
Seria uma vã tentativa tentar descrever neste pequeno texto tudo aquilo que se viveu no Palais des Princes neste fim de semana. Resta-me, assim, apenas agradecer, de coração, a todos os que tão bem nos receberam, e fazer votos para que esta rede identitária continue firme e convicta na defesa da nossa identidade. Até sempre!
Viva o movimento identitário!
Viva a Europa de todos os Europeus!
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[1] – http://pt.novopress.info/2263/identitarios-da-europa/
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